Os contratos futuros de cobre fecharam em alta nesta terça-feira, 3, impulsionados pela pausa na valorização do dólar, que favoreceu a cotação da commodity. O petróleo também registrou avanços, com o WTI para janeiro subindo 2,70%, a US$ 69,94 o barril, e o Brent para fevereiro avançando 2,49%, a US$ 73,62 o barril. A valorização do petróleo foi impulsionada pela expectativa de que a Opep+ poderá estender os cortes na produção até o final do primeiro trimestre de 2025, em uma tentativa de sustentar os preços em um cenário de desaceleração da demanda global e aumento da produção fora do grupo.
De acordo com fontes, a decisão de manter os cortes, atualmente em 5,86 milhões de barris por dia, será debatida em uma reunião marcada para esta quinta-feira, 5. No entanto, ainda existem incertezas, principalmente em relação à posição dos Emirados Árabes Unidos, que recentemente ganharam permissão para aumentar gradualmente a produção em 300 mil barris por dia. Há preocupações de que o aumento inesperado da produção do país em novembro, superando o limite acordado, possa gerar atritos dentro da Opep+ e afetar a efetividade da política de cortes.
Além das questões internas do grupo, o mercado de petróleo segue atento às tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente em relação ao potencial impacto no fornecimento global. A escalada do conflito envolvendo o Irã e a infraestrutura energética da região continua sendo uma das principais preocupações para os analistas, com a possibilidade de que o Irã, em caso de ataques a suas instalações, possa retaliar contra outros produtores no Golfo Pérsico, exacerbando a instabilidade e elevando os preços do petróleo. A Capital Economics destacou que um alargamento do conflito poderia aumentar significativamente o prêmio de risco no mercado petrolífero.