O ombudsman público da Geórgia acusou a polícia de ter torturado pessoas presas durante os protestos contra a decisão do governo de interromper as negociações de adesão à União Europeia. Levan Ioseliani, responsável pela defesa dos direitos humanos no país, afirmou que, após contato com as vítimas, constatou ferimentos graves, especialmente no rosto, olhos e cabeça. Esses ferimentos indicariam que a polícia usou força excessiva e desproporcional durante a repressão, configurando atos de tortura.
A crise na Geórgia teve início quando o partido governista anunciou a suspensão das negociações com a União Europeia e a renúncia a qualquer apoio financeiro do bloco até 2028. O movimento gerou grandes manifestações, com a população protestando contra a decisão do governo e a possível mudança na orientação pró-ocidental do país, o que tem gerado preocupações tanto no Ocidente quanto na Rússia. A situação vem sendo observada de perto por diversas potências internacionais.
Apesar das condenações internacionais, incluindo dos Estados Unidos, o governo georgiano defendeu a atuação da polícia, com o primeiro-ministro elogiando a resposta das forças de segurança. No entanto, a falta de comentários do governo e do partido governista sobre as acusações de tortura gerou ainda mais tensão no cenário político e nas relações internacionais da Geórgia.