A construção do Hospital Materno Infantil em Santarém, no Pará, enfrentou uma nova paralisação após a prefeitura rescindir o contrato com a empresa responsável pela obra. O secretário de Infraestrutura, Daniel Simões, informou que a decisão foi tomada devido a problemas recorrentes, como baixa produtividade, falhas técnicas e a falta de capacidade para gerenciar uma obra de grande complexidade. A empresa foi notificada 15 vezes antes da rescisão, mas as correções e melhorias solicitadas não foram implementadas.
Iniciada em 2013, a obra é crucial para melhorar a assistência às gestantes e recém-nascidos da região, aliviando a demanda do Hospital Municipal. Além das falhas executivas, a construção precisou passar por ajustes para atender às exigências do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária, o que atrasou ainda mais o cronograma. A gestão municipal tentou reforçar o acompanhamento técnico, mas, mesmo com o apoio de engenheiros e técnicos, os problemas persistiram.
Atualmente, a obra está 70% concluída, e ainda são necessários cerca de R$ 15 milhões para a finalização. A previsão é que o hospital seja entregue até 2025, com o objetivo de oferecer uma estrutura moderna e especializada para o atendimento de gestantes e bebês. O processo administrativo aberto para apurar irregularidades pode resultar em penalidades para a empresa, com a comunicação dos resultados aos órgãos responsáveis pela fiscalização e liberação de recursos.