Uma nova votação sobre o impeachment do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, será realizada na próxima quarta-feira, 11, após a Assembleia Nacional não atingir o número mínimo de votantes necessários para validar o processo neste sábado, 7. A ausência de diversos parlamentares do Partido do Poder Popular (PPP), aliado ao governo, resultou em um boicote à votação. Para que a moção fosse validada, seria necessário o comparecimento de ao menos dois terços dos legisladores, ou seja, 200 deputados, mas o governo não conseguiu garantir os votos necessários, já que muitos membros do PPP não participaram do processo.
A turbulência política se intensificou após o presidente Yoon emitir um pedido de desculpas público relacionado à sua tentativa de instaurar a lei marcial. Yoon assumiu a responsabilidade pela declaração e prometeu não tentar impor outra medida similar. Sua gestão tem enfrentado dificuldades desde que assumiu o cargo em 2022, incluindo escândalos envolvendo ele e sua esposa, além de um baixo índice de aprovação. Recentemente, a situação se agravou com a tentativa de Yoon de controlar o parlamento, a qual foi amplamente criticada pela oposição, que considera a ação uma tentativa de autogolpe.
A crise política gerada por Yoon gerou protestos em grande escala nas ruas de Seul, com a população exigindo sua destituição. A declaração de lei marcial, revogada rapidamente pela Assembleia Nacional, foi a primeira em mais de 40 anos no país, gerando preocupação entre aliados diplomáticos como Estados Unidos e Japão. O Partido Democrático, principal oposição, apresentou a moção de impeachment com base nas acusações de abuso de poder e rebelião, destacando que a única saída seria a renúncia ou impeachment do presidente.