Maria Cunha Vieira, de 59 anos, foi presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusada de planejar o assassinato do marido, Nilton Miguel Vieira, ocorrido em 2010. O crime, qualificado como homicídio, foi cometido com a ajuda de um amante, que contratou dois homens para executar o assassinato a tiros, a caminho do trabalho de Nilton. O planejamento teria ocorrido em um bar no bairro de Santa Margarida, onde foram acertados detalhes e valores, com pagamento de R$ 4 mil aos executores. Após o crime, Maria e o amante comemoraram o sucesso do plano no mesmo local.
Durante as investigações, Maria tentou desviar as suspeitas, acusando falsamente um ex-amante do crime. O homem foi preso injustamente, mas foi posteriormente libertado após provar sua inocência. Além disso, ela chegou a implicar seus próprios filhos, acusando um deles de planejar sua morte, de maneira semelhante ao que teria feito com o pai. Seu comportamento frio e a evasão do velório de Nilton chamaram a atenção de familiares e investigadores, que desconfiaram de sua participação no crime.
Após ser condenada, Maria fugiu e ficou foragida por anos, vivendo com seu atual companheiro. Recentemente, ela foi localizada e presa na Zona Oeste do Rio de Janeiro, encerrando um longo período de investigação e busca. A prisão de Maria fecha um capítulo de um caso que envolveu enganos, manipulação e tentativas de desinformação, mas que finalmente teve desfecho judicial.