Na tarde de quarta-feira (4), três homens foram ouvidos pela Polícia Civil como parte das investigações sobre a morte de um homem em uma estação de trem em Carapicuíba, na Grande São Paulo. De acordo com os documentos da perícia, a vítima morreu por asfixia mecânica em decorrência de esganadura. Testemunhas relataram que o homem estava visivelmente alterado e pediu ajuda antes de ser imobilizado de forma agressiva, o que resultou em sua morte. A agressão foi filmada por passageiros, que pediram para que os seguranças parassem, mas não evitaram o desfecho trágico.
A família da vítima, que era pai e marido, expressou grande dor e indignação ao saber dos detalhes da morte, após a divulgação das imagens. A viúva do homem afirmou que ele não merecia tal tratamento, independentemente de estar sob efeito de substâncias. Ela enfatizou que a falta de empatia e o uso excessivo da força na abordagem contribuíram para a tragédia. Através de depoimentos e relatos de passageiros, ficou claro que a vítima não estava agressiva, mas sim em pânico, e as autoridades agora investigam o uso de força pelos envolvidos na ação.
A empresa responsável pela operação da estação, ViaMobilidade, emitiu uma nota lamentando o ocorrido e informou que todos os agentes envolvidos foram afastados. A empresa também destacou que a conduta dos profissionais não condizia com seus valores e padrões de treinamento. Em resposta ao incidente, a ViaMobilidade anunciou que iniciaria uma reciclagem de 100% de seus agentes, com foco no atendimento a pessoas em situações vulneráveis ou sob o efeito de substâncias, além de reforçar as medidas disciplinares em caso de uso de força.