O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou discordância em relação às críticas do mercado financeiro sobre as ações do governo para conter despesas. Durante o Fórum Jota, em Brasília, ele explicou que as medidas enviadas ao Congresso foram cuidadosamente preparadas e que o debate sobre o ajuste fiscal é contínuo. Haddad enfatizou que, embora o mercado tenha legitimidade para criticar, as iniciativas do governo têm um propósito claro e que o momento exige ações concretas, em vez de esperar por mais consenso. Ele se mostrou confiante de que o Congresso será capaz de apreciar as propostas fiscais de maneira eficaz.
O ministro também comentou a redução da miséria no Brasil, destacando dados recentes do IBGE que mostram pela primeira vez uma população abaixo dos 5% de extrema pobreza. Para Haddad, erradicar a miséria é uma prioridade para qualquer governo, e o Brasil possui o potencial necessário para alcançar esse objetivo, embora o país nem sempre realize todo o seu potencial. Essa redução em tão pouco tempo é vista como um avanço significativo, mas o ministro reconheceu que o Brasil ainda enfrenta desafios para concretizar mudanças estruturais de longo prazo.
Em relação ao cenário político, Haddad abordou a influência de grupos que buscam pressões em diferentes esferas do poder, como o Legislativo e o Judiciário. Para ele, o país enfrenta a dificuldade de lidar com interesses privados que dificultam as mudanças necessárias. O ministro ainda mencionou que o Brasil possui vantagens geopolíticas e climáticas, mas ressaltou que é preciso continuar combatendo privilégios para melhorar a gestão pública e assegurar um futuro mais justo e próspero para todos.