O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu, na última sexta-feira (6), o aumento das penas de dois réus condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Os réus receberam sentenças de 78 anos e 59 anos, respectivamente, mas o MPRJ entrou com um recurso de apelação visando à ampliação das penas, solicitando a pena máxima para os crimes cometidos. A revisão das sentenças é justificada pela gravidade dos crimes e pela repercussão internacional do caso, além de outros elementos, como o uso de armamento pesado e a destruição de provas.
O pedido de revisão é apoiado pela Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especializada em Combate ao Crime Organizado (GAECO), que argumenta que os réus deveriam ser responsabilizados por tentativas de homicídio e pelo crime de receptação de um veículo utilizado na execução. Além disso, a força-tarefa destaca o impacto global do caso, que afetou negativamente a imagem do Brasil, e solicita mais rigor nas penas, incluindo para a tentativa de homicídio contra uma assessora de Marielle Franco, que sobreviveu ao ataque.
O assassinato ocorreu em março de 2018, quando os réus seguiram e atacaram o carro em que Marielle e Anderson estavam. Desde as investigações, surgiram novos elementos que indicam envolvimento de outras figuras ligadas a disputas de poder no Rio de Janeiro. Em março de 2024, novos suspeitos foram detidos, e as investigações continuam, com o caso ainda gerando comoção nacional e internacional.