Os preços dos contratos futuros de petróleo registraram queda nesta sexta-feira, com perdas semanais modestas, apesar da recente decisão da Opep+ de prolongar os cortes na produção até março de 2025. O petróleo WTI fechou em US$ 67,20 por barril, enquanto o Brent caiu para US$ 71,12, refletindo a preocupação do mercado com uma demanda global enfraquecida e o excesso de oferta. Na semana, ambos os benchmarks acumularam recuos de pouco mais de 1%.
Especialistas apontam que a extensão do acordo da Opep+ não será suficiente para reverter a tendência de queda nos preços no longo prazo. A previsão é de que o Brent caia para US$ 70 até o final de 2025 e para US$ 60 em 2026, impactado pela crescente adesão a veículos elétricos na China e pela possível falta de conformidade entre os membros do bloco. Essas dinâmicas estruturais indicam desafios contínuos para a estabilidade do mercado petrolífero.
Tensões geopolíticas impulsionaram os preços em 2024, mas a política de produção deve exercer pressão de baixa em 2025, segundo análises. A produção geral dos países exportadores pode registrar aumentos marginais no próximo ano, mas há dúvidas sobre a concretização das promessas oficiais devido a adiamentos frequentes. Em um cenário de incertezas, a perspectiva é de continuidade na volatilidade dos preços, com implicações para a oferta e demanda globais.