O presidente francês Emmanuel Macron celebra um dos momentos mais simbólicos de seu governo com a reabertura da Catedral de Notre-Dame, após o incêndio devastador de 2019. A restauração da catedral, um dos maiores ícones do país, foi completada em apenas cinco anos, superando as expectativas iniciais. O evento contará com a presença de líderes internacionais, como o presidente eleito dos EUA e o presidente ucraniano, destacando o simbolismo da recuperação de um patrimônio cultural crucial para a França.
No entanto, o feito de Macron é ofuscado pela crise política interna do país, marcada pela falta de um primeiro-ministro, pela ausência de um orçamento aprovado para o próximo ano e por um Parlamento fragmentado. A situação foi agravada pela derrota do partido de Macron nas eleições parlamentares de 2023, resultando em um impasse político que dificultou a governabilidade. A dissolução da Assembleia Nacional e as novas eleições não conseguiram trazer estabilidade, deixando o governo francês em um cenário de incertezas.
Embora a restauração de Notre-Dame seja vista como um feito notável, analistas apontam que isso não será suficiente para resgatar a popularidade de Macron ou estabilizar sua administração. A reabertura da catedral poderá desviar momentaneamente a atenção da crise política, mas, segundo especialistas, não terá um impacto duradouro no cenário político do país. A identidade nacional representada por Notre-Dame, no entanto, poderá oferecer algum alívio emocional à população, embora a situação política permaneça instável.