O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que nomeará um novo primeiro-ministro nos próximos dias, após a queda de Michel Barnier, que renunciou ao cargo após um voto de desconfiança no Parlamento. Barnier, que ocupou o posto por apenas três meses, foi destituído após a rejeição de seus planos fiscais, marcando a maior crise política do governo de Macron. O novo primeiro-ministro terá como prioridade a aprovação do orçamento para 2025, uma medida essencial em um momento de crise política e fiscal, com o país enfrentando desafios financeiros e um Parlamento fragmentado.
A crise política foi acentuada pela decisão de Macron de convocar uma eleição antecipada em junho, que resultou em um Parlamento profundamente dividido. Durante seu discurso, Macron se recusou a assumir total responsabilidade pela situação e criticou a união entre partidos de extrema-direita e extrema-esquerda, que contribuíram para a queda de Barnier. Apesar das pressões de oposição para que renunciasse, o presidente reafirmou que concluirá seu mandato até 2027, e afirmou que o novo governo buscará incluir diferentes partidos dispostos a colaborar para a governabilidade do país.
Com o orçamento de 2024 ainda pendente, Macron anunciou que será apresentada uma lei especial até meados de dezembro para evitar lacunas fiscais. A situação política continua incerta, com os analistas prevendo um possível aperto fiscal em decorrência da necessidade de controlar o déficit do país. Além disso, o impacto econômico da instabilidade política já se reflete no mercado, com a recuperação das ações e títulos franceses sendo vista como um alívio temporário. O novo governo enfrentará o desafio de lidar com um Parlamento fragmentado e a necessidade urgente de equilíbrio fiscal.