O líder do partido governista da Coreia do Sul afirmou que o presidente precisa ser afastado do cargo após uma tentativa controversa de impor a lei marcial. O incidente ocorreu quando Yoon Suk Yeol concedeu poderes emergenciais aos militares, buscando combater o que ele chamou de forças antiestatais e superar opositores políticos. A medida gerou choque, inclusive dentro de seu próprio partido, e foi revogada algumas horas depois, após o Parlamento votar contra a ação. O Partido Democrático, principal oposição, reagiu apresentando uma moção de impeachment, com uma votação agendada para sábado.
Embora o governo tenha negado relatos de uma nova tentativa de imposição da lei marcial, parlamentares da oposição se prepararam para impedir qualquer ação semelhante. A situação gerou tensão, com membros do Partido do Poder Popular demonstrando receio de que tais medidas possam se repetir, colocando em risco a estabilidade do país. O ministro interino da Defesa refutou os rumores de uma nova tentativa de lei marcial, mas o líder do partido governista, Han Dong-hoon, expressou preocupações sobre a continuidade de ações extremas.
Com o clima político tenso, alguns membros do partido governista sugeriram que o presidente deveria renunciar antes de uma possível votação de impeachment. No entanto, outros se opuseram a essa medida, temendo que uma mudança de poder favorecesse a oposição, com alguns comparando a situação ao impeachment de 2016 da então presidente Park Geun-hye, que resultou na ascensão de um governo liberal. A situação permanece incerta, com o futuro político de Yoon em discussão.