Em menos de 10 dias, forças rebeldes na Síria, lideradas pelo movimento extremista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), realizaram uma ofensiva impressionante, conquistando cidades-chave e avançando rapidamente em direção a Damasco. O levante teve início no final de novembro, com a tomada de Aleppo, e se estendeu para outras cidades estratégicas como Homs e Hama. Apesar da resistência inicial do Exército sírio, o avanço rebelde foi facilitado pela fraqueza de grupos aliados do regime, como as milícias iranianas, e pela falta de apoio externo suficiente.
A ofensiva rebelde, embora caracterizada por confrontos intensos, também foi marcada por grandes avanços territoriais, incluindo a tomada de cidades próximas à capital, como Quneitra e Sanamayn. Rebeldes tomaram importantes pontos de controle e conseguiram cercar Damasco, com a aparente retirada das forças do regime de várias frentes. Além disso, a destruição de estátuas e símbolos relacionados ao regime de Assad em várias localidades indicou a intensificação do movimento anti-governo, com uma crescente mobilização popular contra o regime.
Em 8 de dezembro, os rebeldes chegaram aos arredores de Damasco e afirmaram não ter encontrado resistência significativa das forças governamentais. Informações indicaram que o presidente Bashar al-Assad teria deixado a capital, e seu paradeiro era desconhecido. A queda de Damasco, se confirmada, representaria um golpe significativo para o regime sírio, que governava o país há mais de duas décadas, consolidando a vitória de uma ofensiva que surpreendeu observadores internacionais pela sua rapidez e magnitude.