No início de dezembro de 2024, forças rebeldes sírias lideradas pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) avançaram rapidamente no território sírio, chegando aos arredores de Damasco em um intervalo de apenas 10 dias. O levante teve início no final de novembro, com a tomada de Aleppo, a segunda maior cidade do país. A ofensiva se intensificou com a captura de cidades estratégicas como Homs e Hama, e o fechamento de rodovias importantes, o que gerou uma grande movimentação de civis e combatentes. Em resposta, o regime de Bashar al-Assad tentou reforçar suas defesas, mas enfrentou dificuldades com a retirada de algumas unidades militares.
As forças rebeldes, compostas principalmente por militantes islamistas e curdos apoiados pelos Estados Unidos, ganharam terreno rapidamente, especialmente em áreas do norte e leste da Síria, onde enfrentaram pouca resistência do exército sírio enfraquecido. Ao longo da ofensiva, algumas cidades estratégicas, como Hama e Homs, foram tomadas pelos rebeldes, e, em um simbolismo político, estátuas do ex-presidente Hafez al-Assad, pai de Bashar, foram destruídas. A escalada do conflito gerou uma crise humanitária, com milhares de sírios deslocados e novas frentes de combate se abrindo nas províncias do sul e do leste.
No dia 8 de dezembro, os rebeldes chegaram às portas de Damasco, e relatos indicaram que o presidente Assad havia deixado a capital, com seu paradeiro desconhecido. A situação gerou especulações sobre o futuro do regime, que, após quase 24 anos no poder, agora se vê à mercê de um levante militar surpreendente. Com o avanço rebelde, a Síria enfrenta uma nova realidade política e militar, enquanto a comunidade internacional observa atentamente a possível queda do governo central.