Em decisão recente, a Justiça de Mato Grosso determinou o pagamento de R$ 364 mil a uma das famílias que tiveram seu imóvel desapropriado em 2013, para a construção de uma estação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Centro Histórico de Cuiabá. A desapropriação, que envolveu cerca de 12 famílias, foi parte do projeto do VLT, iniciado como preparação para a Copa do Mundo de 2014, mas que acabou interrompido em 2014 e posteriormente cancelado em 2018, com a substituição do modal pelo sistema de Ônibus de Trânsito Rápido (BRT). A decisão judicial consolida a posse definitiva do imóvel pelo estado, após longos 11 anos de disputa legal.
O projeto do VLT, que previa uma extensão de 22 quilômetros entre Cuiabá e Várzea Grande, foi marcado por atrasos, corrupção e desafios judiciais. Apesar da interrupção das obras, o estado manteve o foco na infraestrutura urbana, que agora deve ser reformulada. O local desapropriado, que permaneceu abandonado por anos, será transformado no Largo do Rosário, um novo espaço público que incluirá uma praça e alterações no tráfego da região, próximo à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
Além disso, o governo do estado começou a vender as estruturas do VLT, incluindo os vagões, que foram vendidos para a Bahia por R$ 793,7 milhões em 2023. A venda dos ativos e a decisão de abandonar o VLT refletem a mudança de estratégia para a mobilidade urbana em Cuiabá, com foco no BRT, ao mesmo tempo em que a revitalização do Centro Histórico busca melhorar a qualidade de vida e o urbanismo local.