Três homens foram condenados a mais de 22 anos de prisão por envolvimento no homicídio de um homem, ocorrido em janeiro de 2022, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Segundo o Ministério Público, os réus são ligados a uma facção criminosa e foram responsáveis por sequestrar e matar a vítima, após ela ser acusada de um crime. O caso foi tratado como um “tribunal do crime”, onde o acusado foi julgado e condenado de forma arbitrária, sem qualquer base legal.
O crime teve início quando a vítima e outras testemunhas foram levadas para um cativeiro, onde foram interrogadas pelos réus. Durante o julgamento, a vítima foi considerada culpada e sentenciada à morte pelos seus algozes, que a assassinaram com golpes na cabeça. O corpo da vítima foi encontrado pouco depois, enterrado em uma cova rasa em Itaquaquecetuba, com sinais de tortura. A polícia conseguiu prender dois suspeitos em julho do mesmo ano, após investigações sobre o caso.
De acordo com as autoridades, o assassinato foi motivado por uma acusação de estupro contra a vítima, que, antes de ser morta, passou por um julgamento clandestino realizado por criminosos. O caso destaca a prática de “tribunais do crime”, comuns em algumas facções, onde a justiça é executada de forma sumária e violenta, sem qualquer controle legal ou judicial. A condenação dos envolvidos foi uma tentativa de responsabilizar os responsáveis por esse ato brutal.