O general Mário Fernandes, preso preventivamente desde o dia 19 de novembro durante a Operação Contragolpe, havia solicitado a transferência do Rio de Janeiro para Brasília logo após sua detenção. Essa solicitação foi atendida na segunda-feira, 2 de dezembro, pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a audiência de custódia, o general expressou seu desejo de estar mais próximo da família, especialmente da esposa e dos filhos, como forma de oferecer apoio emocional, apesar das restrições impostas pela prisão.
A audiência de custódia, realizada pelo juiz auxiliar de Moraes, Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, teve o objetivo de avaliar a legalidade da prisão e o tratamento do preso. O general confirmou que sua detenção ocorreu de forma regular, e a prisão preventiva foi mantida. Após a decisão judicial, Fernandes será transferido para o Comando Militar do Planalto, em Brasília, após ter sido inicialmente levado ao 1º Batalhão de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro.
Além da transferência, Moraes autorizou a visita de familiares, tanto presencial quanto virtualmente, com a condição de que outras visitas, exceto por advogados, sejam previamente autorizadas. Mário Fernandes é um dos 37 investigados pela Polícia Federal por envolvimento em uma organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, com alegações de participação em um plano para atacar figuras políticas importantes do governo.