O primeiro-ministro de Israel enfrentou um julgamento em curso desde maio de 2020, acusado de corrupção em três casos distintos, incluindo suborno, fraude e abuso de confiança pública. O processo foi interrompido temporariamente em 2023 devido aos conflitos em Gaza, mas a audiência foi retomada após uma pausa. Durante o tribunal, o chefe de governo minimizou o impacto das acusações e reiterou sua intenção de refutá-las. Além disso, apoiadores e críticos se reuniram em frente ao tribunal, refletindo a polarização em torno do caso.
As acusações incluem a aceitação de presentes valiosos, como cigarros e joias, em troca de favores políticos, além de negociações com meios de comunicação para garantir uma cobertura favorável em troca de vantagens comerciais. Embora o julgamento tenha sido adiado anteriormente devido à guerra, o Ministério Público rejeitou novos pedidos de prorrogação, alegando a importância de concluir o processo o quanto antes. No entanto, uma redução na frequência das audiências foi aceita, levando em consideração as responsabilidades do acusado.
A situação tem gerado tensões internas em Israel, com manifestações contra propostas de reformas judiciais, que buscam enfraquecer o sistema de Justiça e aumentar os poderes do Executivo. Esses episódios provocaram grandes mobilizações de protesto, refletindo o clima de polarização política no país. Apesar das pressões externas e internas, o julgamento segue seu curso, e os envolvidos aguardam os próximos desdobramentos da justiça.