Um juiz federal no Texas rejeitou o acordo judicial proposto pela Boeing com o Departamento de Justiça dos EUA, que tratava de questões relacionadas aos acidentes fatais com o 737 MAX. O juiz questionou a inclusão de objetivos de diversidade no acordo, especialmente no que diz respeito à nomeação de um monitor externo para supervisionar a conformidade legal da Boeing. Ele argumentou que a seleção do monitor deveria ser baseada apenas na competência, sem influências externas relacionadas à raça ou diversidade, gerando incerteza sobre os próximos passos no caso.
A decisão surge em um contexto jurídico complicado para a Boeing, que enfrenta um processo iniciado após dois acidentes com o 737 MAX, que resultaram em 346 mortes. Além disso, o caso foi revivido por um incidente recente envolvendo o mesmo modelo de avião. Com a recusa do juiz em aceitar o acordo, o Departamento de Justiça terá que decidir se buscará um novo acordo com a empresa, se avançará com um julgamento ou abandonará a ação.
A decisão também tem implicações para a situação financeira da Boeing, que atravessa uma fase difícil, com desafios internos e externos. A empresa considera vender ativos para reorientar seus negócios e levantar recursos, enquanto enfrenta problemas como greves e uma classificação de crédito em risco de se tornar negativa. A incerteza jurídica e financeira afeta ainda mais a imagem da fabricante, que busca resolver suas crises internas e externas de maneira urgente.