O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a transferência de dois militares para Brasília, onde permanecerão presos nas instalações do Comando Militar do Planalto. Eles são investigados em um inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão estabelece que as visitas serão limitadas a familiares diretos e advogados, com outras visitas sujeitas à aprovação judicial.
Na semana passada, o sigilo do inquérito foi levantado pelo STF, revelando detalhes das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). O relatório foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá decidir sobre a eventual denúncia ao Supremo. As acusações envolvem crimes relacionados à tentativa de subverter a ordem democrática, e o processo judicial está em fase de análise, com possíveis avanços aguardados após o recesso do Judiciário.
O recesso do STF, que se estende de 20 de dezembro a 1º de fevereiro, deve postergar qualquer denúncia formal para 2025. As investigações refletem um esforço contínuo para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar responsabilidades no contexto de ações que buscaram abalar a estabilidade institucional do país.