Representantes de institutos de saúde pediram a deputados e senadores mais atenção à saúde mental de mulheres e meninas, destacando a necessidade de políticas públicas e projetos de lei que abordem especificamente essa questão. Durante uma audiência na Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, pesquisadores sugeriram ações como a criação de programas voltados para a saúde mental de meninas, a fiscalização de políticas federais e o aumento do orçamento destinado a essas áreas. A saúde mental de meninas e mulheres, segundo os especialistas, exige um esforço coletivo e maior participação de diversos setores da sociedade.
As evidências indicam que mulheres e meninas enfrentam taxas mais altas de transtornos mentais do que os homens. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde mostram que a depressão afeta o dobro das mulheres em comparação aos homens. Para as meninas, uma pesquisa de 2019 apontou que uma porcentagem significativa se sente triste com frequência, e muitas indicam pensamentos de desesperança. A preocupação das entidades é com a falta de propostas legislativas voltadas especificamente para a saúde mental feminina, já que a maioria das iniciativas existentes está mais focada em questões de violência.
Especialistas alertam para os efeitos negativos de um mundo em constante mudança, que impõe pressões adicionais sobre as mulheres e meninas, como a violência física, psicológica e a desigualdade econômica. Para lidar com essa realidade, é necessário desenvolver ações mais amplas que promovam a saúde mental e o bem-estar dessas populações. A senadora responsável pela comissão afirmou que o próximo passo será buscar maneiras de implementar as recomendações apresentadas pelos pesquisadores, visando mudanças concretas nas políticas públicas de saúde mental.