O Ibovespa fechou em alta de 1,4% nesta quinta-feira, alcançando 127.857,58 pontos, impulsionado por uma série de fatores que geraram expectativas positivas no mercado. A Eletrobras foi um dos destaques, com valorização de 4,02%, após acordos com o governo que trouxeram alívio em relação a possíveis desembolsos de caixa e aumentaram as perspectivas sobre dividendos futuros. O cenário macroeconômico também contribuiu para o otimismo, com a Câmara dos Deputados aprovando o regime de urgência para duas propostas do pacote fiscal do governo, o que ajudou a reduzir as preocupações sobre os obstáculos ao plano.
No entanto, o estrategista Alexandre Póvoa, da Meta Asset, alertou sobre a necessidade de cautela diante de um ambiente ainda incerto. Ele sugeriu que, no momento, é prudente evitar empresas com alto nível de endividamento e focar em companhias de qualidade, além de estar atento a possíveis oportunidades em ações de setores que estão sendo negociados a preços baixos. O real mais desvalorizado também favoreceria empresas exportadoras, um ponto destacado para quem busca se beneficiar de flutuações cambiais.
Além dos ganhos de Eletrobras, outros papéis do setor bancário se destacaram, como Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, que apresentaram valorização significativa. Já a Petrobras subiu 0,99%, apesar da fraqueza no mercado internacional de petróleo, após anunciar uma importante descoberta de gás na Colômbia. Por outro lado, CVC Brasil apresentou uma queda expressiva de 8,98%, interrompendo uma sequência de altas e destoando do desempenho positivo do mercado.