A guerra na Síria, que se iniciou em 2011 com protestos por democracia, evoluiu para um conflito sangrento e multifacetado, deixando o país fragmentado. Grupos rebeldes dominados por islamistas radicais realizaram uma ofensiva rápida em novembro, conquistando cidades importantes como Aleppo e Hama. Esses avanços enfraqueceram ainda mais o regime de Bashar al-Assad, que, após perder grande parte do território, conta com apoio militar da Rússia, Irã e Hezbollah para manter o controle de regiões estratégicas, como Damasco e o litoral sírio.
Paralelamente, forças curdas, com o apoio dos Estados Unidos, consolidaram um território no nordeste do país, onde controlam áreas vitais no combate ao Estado Islâmico. Enquanto isso, rebeldes no sul da Síria retomaram a província de Daraa, um dos primeiros epicentros da revolta contra o regime, além de outras regiões. A presença militar turca também é notável no noroeste, onde opera contra combatentes curdos, estabelecendo uma faixa de controle ao longo da fronteira.
Apesar das tentativas de estabilização por meio de cessar-fogos e acordos internacionais, o território sírio segue dividido entre múltiplos grupos com interesses distintos. A intervenção externa, especialmente das potências regionais, continua a moldar o destino do país, que vive um impasse de longo prazo, com batalhas entre forças locais e estrangeiras, enquanto o conflito arrasta-se por mais de uma década.