A guerra civil na Síria, que já dura quase 14 anos, continua a afetar profundamente o país e a atrair a atenção internacional. Recentemente, a ofensiva de grupos rebeldes contra o governo de Bashar al-Assad reacendeu o conflito, com a tomada de várias cidades importantes, como Aleppo, Deraa e Homs, e a intensificação das hostilidades em áreas como Damasco. O regime de Assad, que manteve seu poder graças ao apoio da Rússia e do Irã, enfrenta agora um momento crítico, com a intervenção russa limitada pela guerra na Ucrânia e o enfraquecimento de suas alianças regionais. Esse cenário tem dado margem para um novo impulso das forças insurgentes, incluindo grupos jihadistas.
O impacto humanitário da guerra tem sido devastador, com mais da metade da população síria deslocada e milhões vivendo em condições precárias. A destruição da infraestrutura, a insegurança alimentar e a escassez de recursos básicos agravam ainda mais a crise. Mais de 15 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária, e a situação é particularmente alarmante no noroeste do país, onde milhares de sírios vivem em campos de refugiados. Além disso, o terremoto de 2023 piorou as condições de vida, exacerbando a vulnerabilidade da população já em situação de conflito.
A falta de consenso político e a resistência do regime de Assad em ceder poder têm dificultado qualquer tentativa de solução diplomática. As negociações promovidas pela ONU fracassaram devido às divergências entre as partes envolvidas, e os interesses geopolíticos de potências estrangeiras, como os Estados Unidos, Turquia, Rússia e Irã, continuam a complicar ainda mais o cenário. A fragmentação do país e a luta pelo controle de recursos e territórios fazem com que a perspectiva de uma paz duradoura permaneça distante, mantendo a Síria em um impasse difícil de resolver.