O governo da Rússia confirmou que a decisão de conceder asilo político ao ex-presidente sírio Bashar al-Assad e sua família foi tomada por Vladimir Putin. A informação surge após a queda do regime de Assad, no domingo (08), o que gerou um cenário de grande incerteza na Síria. Antes da tomada de poder pelos rebeldes, as autoridades russas, iranianas e turcas haviam se reunido no Catar para discutir a transição política no país, incluindo a possibilidade de conceder exílio a Assad.
Embora o asilo tenha sido confirmado, o Kremlin mantém sigilo sobre o paradeiro atual de Assad, em meio ao caos gerado pela perda do poder do regime. A situação representa uma derrota significativa para a Rússia e o Irã, que foram aliados principais de Assad durante os anos de guerra civil. Agora, diversos grupos rebeldes disputam o controle da Síria, com destaque para o HTS, um dos grupos mais poderosos, que pode tentar formar um novo governo. No entanto, há preocupações quanto a uma possível liderança radical por parte desse grupo.
Diante da volatilidade da situação, a Rússia busca garantir a permanência de suas bases militares na Síria, algo que foi negociado com o regime de Assad. O futuro das instalações russas dependerá de negociações com os rebeldes, que podem ser determinantes para os interesses de Moscou na região. Enquanto isso, outros países, incluindo o Brasil, já iniciaram a retirada de diplomatas de Damasco, temendo uma escalada de violência nos próximos dias.