O governo federal iniciou a implementação de mudanças nas estatais com o objetivo de melhorar sua governança e aumentar a capacidade financeira das empresas. A ministra da Gestão, Esther Dweck, informou que, inicialmente, 15 das 44 estatais federais serão analisadas sob os novos decretos, com foco em empresas deficitárias. Através de acordos de cooperação técnica, o governo pretende reformular a gestão dessas companhias, buscando gerar mais receitas e promover inovação. Entre as estatais envolvidas estão empresas como Imbel, Telebras e Ceitec.
Em uma coletiva de imprensa, Dweck destacou que a estratégia não visa tornar todas as estatais independentes, mas sim otimizar a gestão de algumas, como a Ebserh, Codevasf e Conab. Essas empresas, de acordo com a ministra, têm potencial para aumentar receitas e reduzir custos, contribuindo assim para a melhoria da saúde financeira do setor público. A implementação de um calendário de reuniões periódicas entre 16 ministérios também foi anunciada, com o objetivo de monitorar o desempenho das estatais e avaliar quais delas podem ou não se beneficiar dos novos decretos.
A ministra ainda enfatizou que o governo está discutindo alternativas para aumentar a receita de empresas como os Correios, com o apoio de parcerias com entidades como o BNDES ou empresas privadas. Além disso, o novo sistema de governança incluirá a criação de uma rede de pesquisa para fomentar a troca de boas práticas entre as estatais, visando melhorar sua gestão corporativa e, consequentemente, a rentabilidade das empresas públicas. A primeira publicação dos decretos deve ocorrer no Diário Oficial da União na terça-feira (10).