O governo federal lançou a maior carteira de leilões de terminais portuários da história do Brasil, com 55 projetos que somam R$ 20 bilhões em investimentos previstos até 2026. Esses projetos incluem concessões e arrendamentos e são vistos como uma oportunidade de impulsionar o setor portuário. No entanto, o sucesso da iniciativa depende da atração de parceiros privados, um desafio reconhecido pela consultoria Radar PPP, que analisou o panorama atual do mercado. A consultoria aponta que, apesar de uma grande oferta de ativos, a concorrência nos leilões tem sido fraca, com muitos contratos sendo firmados com poucos licitantes.
Além da complexidade e da escassez de concorrência, o sucesso da carteira de portos também está atrelado ao papel da gestão federal, especialmente em relação ao lançamento de ativos no momento certo e à capacidade do mercado de absorver os projetos. A iniciativa do governo inclui medidas de apoio, como a apresentação de opções de financiamento, incluindo o Fundo da Marinha Mercante, além de esforços para simplificar a regulação através do Programa Navegue Simples. Esses movimentos visam aumentar a atratividade dos projetos e melhorar a previsibilidade para investidores privados.
A consultoria também destaca os avanços no setor de parcerias público-privadas (PPPs), como os leilões de projetos educacionais em São Paulo, que podem servir de modelo para iniciativas futuras. Esses projetos de escolas, com investimentos de R$ 2,11 bilhões, estão ajudando a demonstrar o apetite do mercado privado por PPPs no Brasil. De forma geral, o levantamento feito pela Radar PPP reflete um panorama dos mais de 5,4 mil projetos de concessões e parcerias público-privadas no país, sinalizando tanto avanços quanto desafios que o governo e o setor privado ainda enfrentam para garantir o sucesso dessas iniciativas.