O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, avaliou que o governo central tem condições de fechar 2024 com um déficit primário próximo de 0,2% do PIB, valor inferior ao piso de 0,25% estabelecido pelo alvo fiscal. Esse cenário leva em consideração as despesas extraordinárias relacionadas ao estado do Rio Grande do Sul e o tradicional empoçamento de recursos, que já soma cerca de R$ 30 bilhões, mas deve ser reduzido até o final do ano, ficando mais próximo da média histórica de R$ 20 bilhões.
Ceron destacou que a equipe econômica está cumprindo as metas fiscais definidas no início do governo e que a execução orçamentária tem mostrado sinais positivos. O secretário também projetou um superávit forte para dezembro, além de um bom desempenho da receita em novembro, o que fortalece a confiança na execução do resultado fiscal dentro da banda de tolerância. Ele ressaltou que, com cautela, a recuperação fiscal do país segue de forma consistente.
Em outubro, o superávit primário foi de R$ 40,811 bilhões, impulsionado pelo ingresso de depósitos judiciais no valor de R$ 6,4 bilhões, uma das compensações para a desoneração da folha de pagamentos. Ceron também mencionou que não houve ingresso de recursos do Sistema de Valores a Receber (SVR), mas afirmou que esse dado não tem impacto relevante para a verificação do déficit primário. O secretário demonstrou confiança de que, com uma gestão cuidadosa, o governo conseguirá fechar o ano fiscal de forma positiva.