Três ex-policiais rodoviários federais foram condenados pela morte de um motociclista em Sergipe, ocorrida durante uma abordagem em 2022. O caso ganhou grande repercussão após imagens mostrarem a vítima sendo asfixiada com gás lacrimogêneo dentro do porta-malas de uma viatura. Durante a operação, o motociclista foi detido por dirigir sem capacete, e os agentes usaram gás, spray de pimenta e força física contra ele, o que resultou em sua morte. A vítima, que sofria de transtornos mentais, não conseguiu reagir à agressão, sendo impedido de sair do veículo pelos policiais.
O julgamento, realizado em novembro e dezembro de 2023, resultou em penas de prisão para os envolvidos. O principal acusado foi condenado a 28 anos por homicídio triplamente qualificado, enquanto outros dois agentes foram sentenciados a 23 anos e um mês por tortura seguida de morte. A corte reconheceu que os policiais impediram a defesa da vítima e agravaram o crime pela asfixia, além de considerarem o fato de Genivaldo ter uma deficiência mental, o que aumentou a gravidade da ação.
O caso também gerou reações dentro da Polícia Rodoviária Federal, que expulsou os envolvidos em agosto de 2023 e revisou seus procedimentos internos. Além disso, a União foi condenada a pagar R$ 1 milhão em indenizações à família da vítima, com o valor dividido entre seus parentes. O julgamento foi conduzido por procuradores da República, e o Ministério Público Federal afirmou que continuará acompanhando o caso.