O ex-ajudante de ordens de um ex-presidente foi questionado pela Polícia Federal (PF) sobre um plano de assassinato que visava autoridades do governo. O plano, conhecido como Punhal Verde e Amarelo, teria como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Durante seu depoimento, ele negou ter conhecimento de uma trama para matar as figuras mencionadas, mas reafirmou informações já prestadas em depoimentos anteriores, como parte de um acordo de colaboração premiada.
Em relação a um possível envolvimento de figuras políticas de alto escalão no golpe que visava barrar a posse do novo governo, o ex-ajudante de ordens revelou detalhes sobre a participação de um general, que teria aprovado o plano golpista. No depoimento, também foi discutida a questão do envolvimento do ex-presidente, que, segundo o ex-ajudante, não teria conhecimento sobre o plano de assassinatos, apesar das acusações em curso. Além disso, foi mencionada uma confusão do advogado do ex-ajudante, que havia insinuado que o ex-presidente sabia da trama.
O depoimento de quinta-feira foi o primeiro em que o ex-ajudante de ordens foi questionado especificamente sobre o plano de assassinato, após ter prestado outros 14 depoimentos em investigações relacionadas a diferentes casos, incluindo um esquema de fraudes. A Polícia Federal segue investigando o caso e outros elementos ligados a um plano de golpe que teria sido arquitetado para desestabilizar o processo de transição de poder no país.