Em Ribeirão Preto, escolas particulares já adotam a proibição do uso de celulares como parte de uma iniciativa para estimular o foco no aprendizado e melhorar as interações sociais dos estudantes. A medida tem mostrado resultados positivos, com alunos mais atentos, que se engajam em atividades como leitura e brincadeiras em grupo, em vez de passarem o tempo conectados. Esse modelo será seguido por todas as instituições de ensino do estado de São Paulo, a partir de 2025, por meio de uma lei sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas. A proibição inclui dispositivos como celulares, tablets e relógios inteligentes, com exceção de casos pedagógicos específicos ou para alunos com deficiências que necessitam de recursos tecnológicos para a aprendizagem.
A mudança já é observada positivamente nas escolas que adotaram a medida, com pais e professores destacando uma melhora no convívio social e no desempenho dos alunos. A estudante Flávia Pimenta, por exemplo, afirmou que, apesar da dificuldade inicial, percebeu uma grande evolução na interação com seus colegas e no tempo dedicado à leitura e atividades recreativas. Para os especialistas, a proibição ajuda a combater a dispersão causada pelo uso excessivo da tecnologia em sala de aula, mas também traz desafios, especialmente no processo de adaptação dos estudantes.
Contudo, a implementação da lei apresenta aspectos negativos, principalmente em relação às desigualdades entre escolas públicas e privadas. Segundo especialistas, escolas particulares, com mais recursos tecnológicos, podem se adaptar melhor, oferecendo alternativas para suprir a falta de dispositivos como ferramentas pedagógicas. Já as escolas públicas, com menos infraestrutura, poderão enfrentar dificuldades para manter o nível educacional e adaptar-se à nova normativa. A adaptação dos alunos também pode gerar dificuldades iniciais, sendo necessário que as escolas ofereçam programas de conscientização sobre o uso responsável da tecnologia.