O empresário Jorge Gerdau expressou suas preocupações sobre a educação brasileira, ressaltando a necessidade de valorização do ensino técnico. Segundo ele, deveria ser obrigatório que os estudantes realizassem cursos profissionalizantes antes de ingressarem no ensino superior. Atualmente, apenas 10% dos alunos brasileiros participam de educação profissional e tecnológica, enquanto a média de países da OCDE é de 40%. Especialistas apontam que o ensino técnico, aliado ao ensino médio, torna a educação mais atrativa para os jovens e os aproxima do mercado de trabalho.
A falta de valorização do ensino técnico no Brasil é um desafio, pois esse tipo de formação tem se mostrado crucial em países com bons resultados educacionais, como a Finlândia e a Alemanha, onde uma grande parcela dos estudantes cursa essa modalidade. Além disso, um estudo do Insper aponta que a ampliação da educação técnica poderia impulsionar o PIB brasileiro em até 2,32% a longo prazo, com um aumento significativo na taxa de conclusão de cursos profissionalizantes. A conclusão é que a formação técnica contribui diretamente para o crescimento da economia, ao gerar maior produtividade.
Outro ponto destacado por Gerdau é a crise da educação básica no Brasil, exemplificada pelos resultados recentes da pesquisa TIMSS, que revelou o baixo desempenho de estudantes brasileiros em Matemática e Ciências. Mais da metade das crianças de 9 anos não conseguem realizar operações matemáticas simples, e o país ocupa a 55ª posição em Matemática entre 58 países. Esses números refletem a urgência de investir em uma educação mais eficaz, que inclua o ensino técnico como um caminho para preparar o Brasil para os desafios futuros, especialmente no contexto da digitalização e da inteligência artificial.