Após manifestar interesse em concorrer à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ronaldo trabalha na obtenção de apoio de federações e clubes para viabilizar sua candidatura. O ex-jogador precisa do suporte de ao menos quatro federações e quatro times das Séries A e B, além de cumprir a exigência de desvincular-se de qualquer clube. Ele já está em negociação avançada para vender sua participação no Valladolid, da Espanha, enquanto articula encontros com as 27 federações estaduais, com expectativa de finalizar as conversas antes da abertura oficial do período eleitoral, em março. O atual presidente, Ednaldo Rodrigues, mantém-se no cargo com mandato até março de 2026, mas ainda não há data definida para o pleito.
Além da disputa política, Ronaldo e demais interessados enfrentam um cenário jurídico conturbado. Alterações no sistema de pesos dos votos aprovadas em 2017 continuam sob questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF), com implicações sobre a validade do atual modelo eleitoral da CBF. O peso maior dos votos das federações estaduais em relação aos clubes é alvo de contestação por suposta violação da Lei Pelé. O desfecho dessa ação judicial pode levar à revisão do formato da eleição e até à convocação de novas eleições, caso a liminar que garantiu a recondução de Ednaldo Rodrigues seja derrubada.
Entre os desafios do futuro presidente, estão a mediação de interesses entre federações e clubes, especialmente no que diz respeito ao calendário esportivo e à distribuição de vagas na Copa do Brasil. A composição do peso dos votos continua sendo um tema sensível, já que as federações têm papel central no processo eleitoral. Paralelamente, cresce a pressão por maior transparência e modernização administrativa na CBF, enquanto os clubes buscam autonomia na formação de uma liga nacional, potencialmente remodelando o cenário do futebol brasileiro.