Em 2023, o Brasil avançou significativamente na universalização da educação infantil, atingindo metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A frequência escolar de crianças de 0 a 3 anos aumentou de 36% para 38,7%, enquanto entre as crianças de 4 a 5 anos, subiu de 91,5% para 92,9%. No entanto, a porcentagem de crianças fora da escola por escolha dos pais também cresceu, principalmente nas faixas etárias mais jovens, apontando um desafio no acesso universal.
Apesar desses avanços, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para retornar aos níveis de acesso à educação anteriores à pandemia de COVID-19, especialmente no ensino fundamental. A frequência escolar das crianças de 6 a 14 anos caiu de 97,1% em 2019 para 94,6% em 2023, refletindo uma queda nas taxas de adequação entre idade e etapa escolar. Já no ensino médio, houve uma leve melhora, com a evasão escolar entre os jovens de 15 a 17 anos diminuindo, e a frequência líquida ajustada crescendo de 71,3% para 75% entre 2019 e 2023.
A pesquisa também apontou que o Brasil possui uma alta taxa de jovens que abandonam a escola antes de concluir a educação básica, com 9,1 milhões de jovens entre 15 e 29 anos fora da escola. A principal razão para o abandono escolar é a necessidade de trabalhar, especialmente entre os homens, enquanto para as mulheres, fatores como gravidez e afazeres domésticos desempenham papéis significativos. A desigualdade educacional também é evidente nas diferenças de escolaridade entre faixas etárias e grupos sociais, com um grande número de adultos sem a conclusão do ensino médio.