Na quarta-feira, 4 de dezembro, o dólar apresentou um comportamento misto em relação aos principais pares, com queda frente às moedas europeias e valorização frente ao iene. A instabilidade foi impulsionada por fatores como as expectativas sobre as políticas monetárias dos grandes bancos centrais e a crise política na França, que resultou na queda do primeiro-ministro Michel Barnier. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, fechou com leve queda de 0,04%, a 106,321 pontos, enquanto o dólar subia para 150,64 ienes e a libra esterlina avançava para US$ 1,2704.
Em um cenário paralelo, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou uma postura mais cautelosa na política de juros, o que ajudou a elevar as especulações sobre um possível corte na taxa de juros. O relatório de criação de empregos nos EUA mostrou um crescimento de 146 mil vagas no setor privado em novembro, mas os índices de atividade do setor de serviços recuaram, indicando desaceleração. Esse cenário aumentou as chances de um corte de 25 pontos-base nas taxas de juros pelo Fed na reunião de 18 de dezembro, com a probabilidade subindo para 75,7% segundo o CME Group.
Na Argentina, o dólar paralelo (blue) continuou sua trajetória de queda, atingindo o menor nível desde maio, com uma cotação de 1.085 pesos. A diferença entre o valor do dólar no mercado paralelo e o oficial diminuiu, ficando abaixo de 10%, refletindo um momento de estabilização nas taxas de câmbio no país. Esse movimento ocorre no contexto de uma política econômica em transição, com o governo de Javier Milei buscando ajustar as relações cambiais e reduzir a disparidade entre os mercados.