O corretor de imóveis André Vicente, de 32 anos, realizou a doação de medula óssea para uma paciente com linfoma não Hodgkin após ser identificado como compatível com ela. O processo de doação durou 390 dias, desde o momento em que André foi notificado sobre sua compatibilidade até a realização do transplante, que ocorreu em Recife. A doação foi facilitada pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), e todo o procedimento foi custeado sem nenhum gasto para o doador, incluindo transporte, hospedagem e alimentação.
André se cadastrou no Redome durante um mutirão no trabalho de um colega, sem saber exatamente o que envolvia a doação de medula. No entanto, em 2023, ele foi informado sobre a compatibilidade e decidiu seguir com os exames e procedimentos necessários para a doação, mesmo diante das incertezas e do longo processo. O transplante, realizado por meio da técnica de aférese, não exige cirurgia e envolve a retirada das células-tronco do sangue, um procedimento não doloroso e realizado em um ambiente controlado. A preparação incluiu o uso de medicamentos para estimular a produção de células-tronco e a aplicação de anticoagulantes.
O caso de André destaca a importância do cadastro de doadores voluntários, que pode salvar vidas, especialmente em situações onde a compatibilidade genética entre pacientes e familiares é difícil de ser encontrada. No Brasil, o Redome é um dos maiores registros de doadores de medula óssea no mundo e garante todo o suporte ao doador, incluindo custos logísticos e médicos. A adesão a esse programa é essencial, pois, segundo especialistas, a doação de medula óssea é um processo seguro e simples, que pode ser um ato transformador na vida de muitos pacientes com doenças hematológicas graves, como cânceres do sangue.