Durante o Painel Move SC, realizado em Chapecó, especialistas abordaram os desafios enfrentados pela logística em Santa Catarina, destacando que, a cada real faturado pela indústria, R$ 0,11 são destinados a custos logísticos. Entre os fatores que encarecem a logística no estado, estão a manutenção de veículos, o alto custo de fretes e a quantidade de acidentes. A região Oeste do estado é a mais impactada, com até R$ 0,14 gastos a cada real faturado, sendo o transporte o maior responsável por esses custos.
A dependência das rodovias é um dos principais obstáculos identificados. Atualmente, as rodovias representam 68,7% da matriz de transportes, mas enfrentam sérios problemas de ineficiência, com altas taxas de acidentes e atrasos nas entregas. Entre 2011 e 2023, o estado registrou mais de 150 mil acidentes, com impactos significativos nos custos públicos. Além disso, a falta de investimentos em infraestrutura agrava ainda mais a situação, com 70% das obras estaduais de transporte com prazos expirados ou comprometidos.
Para enfrentar esses desafios, os especialistas sugerem a adoção de um planejamento logístico mais apurado, focado na diversificação da matriz de transportes, e no fortalecimento de alternativas como o setor aquaviário e o plano aeroviário. A criação de um plano de logística resiliente também é vista como essencial para minimizar os impactos de eventos climáticos. A implementação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) também foi indicada como uma possível solução para melhorar a infraestrutura sem depender exclusivamente dos recursos da União. O Corredor Logístico Natural Central Catarinense foi apresentado como uma estratégia para otimizar o transporte de mercadorias e impulsionar as exportações.