O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou desaceleração em novembro, subindo 1,18%, abaixo dos 1,54% registrados em outubro. A principal causa dessa desaceleração foi a redução no preço da tarifa de energia elétrica para o consumidor final, que refletiu diretamente no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve uma queda de 0,13% no mês. Além disso, houve uma alta mais moderada nos preços das commodities agrícolas, o que influenciou o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 1,66%, contra 2,01% no mês anterior.
O IPC, que mede a variação de preços para o consumidor, teve uma desaceleração acentuada em setores como habitação, saúde e comunicação. A tarifa de eletricidade residencial foi o principal fator para essa mudança, com uma queda de 8,76% em novembro, após um aumento de 4,41% em outubro. Outros itens, como artigos de higiene e a mensalidade de TV por assinatura, também apresentaram recuos, contribuindo para a desaceleração no índice geral de preços ao consumidor.
No setor da construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve um crescimento mais modesto de 0,40% em novembro, abaixo do 0,68% observado em outubro. A desaceleração foi impulsionada principalmente pela redução no custo da mão de obra, que teve um aumento mais fraco, e pela queda nos preços dos serviços. A variação nos preços dos materiais e equipamentos também diminuiu, mas o grupo de serviços teve uma reversão, passando de alta para queda.