A Coreia do Sul vive uma grave crise política após o presidente decretar a imposição de lei marcial, uma medida que restringia direitos civis e gerou intensos protestos e oposição. A decisão foi tomada em meio a uma crescente tensão política, com o governo buscando combater o que considerava forças antinacionais. A lei marcial, que substitui a legislação normal por leis militares, foi amplamente criticada pela sociedade e por parlamentares, que rapidamente votaram sua revogação em uma sessão de emergência, em resposta às alegações de abuso de poder.
O Partido Democrático, principal oposição, entrou com um pedido de impeachment contra o presidente, que foi protocolado oficialmente no Parlamento. A proposta de impeachment tem o apoio de diversos partidos da oposição, mas ainda precisa de uma maioria qualificada para ser aprovada. Caso seja bem-sucedida, o presidente seria suspenso e substituído pelo primeiro-ministro até que a Corte Constitucional decida sobre o caso, com novas eleições presidenciais podendo ser convocadas caso a destituição seja confirmada.
Além dos desafios políticos internos, o presidente também enfrenta uma queda de popularidade, agravada por questões econômicas e acusações envolvendo membros do governo. As tensões aumentaram após o Partido Democrático rejeitar o orçamento do governo, intensificando a polarização no país. A situação continua a se desenrolar, com manifestações e reações intensas da população, que exige a renúncia do presidente ou a conclusão do processo de impeachment.