O mês de novembro foi marcado por um cenário desfavorável para o mercado de ações brasileiro, com o Ibovespa registrando uma queda de 3,12%. Esse movimento negativo seguiu as perdas observadas em setembro (-3,08%) e outubro (-1,60%), evidenciando o impacto das preocupações com a política fiscal no país. Em resposta, as corretoras estão priorizando ações de empresas mais defensivas, ou seja, aquelas que apresentam maior resiliência em tempos de volatilidade. Entre as preferências, destacam-se Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4), cujos fundamentos sólidos e expectativas de altos dividendos são apontados como atrativos.
A XP Investimentos destaca que ações de empresas com forte exposição ao dólar e balanços robustos são as mais recomendadas para quem busca estabilidade. Petrobras, por exemplo, tem se mostrado uma opção favorável devido à expectativa de dividendos expressivos, com um yield de 11% para 2025. Já Itaú, apesar da queda no desempenho recente, continua a ser uma das mais recomendadas devido à sua solidez no setor bancário. Além disso, a Cyrela (CYRE3) mantém presença nas carteiras por seu potencial de crescimento impulsionado por novos lançamentos no setor imobiliário.
Dentre as novidades, estão as ações de JBS (JBSS3) e Sabesp (SBSP3), que retornam às carteiras recomendadas, sendo consideradas boas opções de valorização. Sabesp, especialmente, é vista como uma oportunidade devido à recente privatização, que, segundo analistas, pode gerar um forte potencial de valorização nos próximos anos. Por outro lado, a Vale (VALE3), que tradicionalmente figura entre as preferidas, ficou de fora do ranking pela primeira vez no ano, refletindo um ajuste nas expectativas do mercado. Além disso, ações de empresas como Direcional (DIRR3), Lojas Renner (LREN3), e Localiza (RENT3) também foram retiradas das carteiras, sinalizando um redirecionamento nas preferências dos investidores.