O Conselho Deliberativo do Santos aprovou, em uma sessão extraordinária, a expulsão de ex-membros da gestão presidida por Andrés Rueda, que comandou o clube de 2020 a 2023. A decisão foi baseada no parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), que considerou a administração como temerária. Além de Rueda, outros membros do Comitê de Gestão, como o vice-presidente José Carlos de Oliveira e os integrantes Renato Hagopian e Dagoberto Oliva, também foram excluídos do quadro associativo.
O parecer apontou que as ações durante o mandato de Rueda, como a antecipação de receitas e a contratação de jogadores sem a devida quitação de dívidas, prejudicaram o clube. Entre os eventos destacados, a gestão foi considerada responsável pela antecipação de valores do contrato com a Brax e da Federação Paulista, além do caso envolvendo o meio-campista Christian Cueva, cuja contratação gerou uma dívida não resolvida com o clube russo Krasnodar. A situação resultou em uma penalização da FIFA, que impediu o Santos de realizar novas contratações entre março e abril de 2023.
A votação para a expulsão foi amplamente favorável, com 96 votos a favor e uma oposição, além de cinco abstenções. A decisão reafirma a posição do Conselho sobre a gestão de Rueda e seus colaboradores, que, segundo a maioria, comprometeram a saúde financeira e operacional do clube.