Rebeldes sírios, liderados por grupos islamistas radicais, tomaram a cidade estratégica de Hama, no centro da Síria, após intensos confrontos com as forças do governo de Bashar al-Assad. A vitória rebelde marca um avanço significativo, já que Hama, localizada entre Homs e Damasco, é uma das últimas grandes cidades controladas pelo regime. A ofensiva, que começou no norte do país, causou a morte de mais de 800 pessoas em uma semana, sendo grande parte delas combatentes e civis, segundo dados do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Com a tomada de Hama, alguns rebeldes celebraram a vitória, enquanto parte da população local expressava apreensão quanto à possibilidade de retaliações. O movimento rebelde libertou prisioneiros detidos pelo governo e afirmou que sua entrada na cidade representava uma tentativa de fechar uma “ferida” histórica, referindo-se ao massacre ocorrido em 1982, quando o exército de Hafez al-Assad, pai de Bashar, reprimiu violentamente uma insurreição na cidade. Embora os rebeldes tenham prometido que não haveria vingança, o medo entre os civis permanece.
A situação na Síria segue marcada por uma guerra civil devastadora desde 2011, com múltiplos grupos envolvidos e apoio de potências estrangeiras. A ofensiva rebelde tem atraído a atenção internacional, com a ONU e líderes mundiais, como o presidente turco, pedindo uma solução política urgente para o conflito. Enquanto isso, a Rússia e o Irã continuam a apoiar o governo de Assad, com bombardeios recentes e ações militares em apoio ao regime. Em meio a essa escalada de violência, mais de 115 mil pessoas foram deslocadas devido aos combates, agravando ainda mais a crise humanitária no país.