A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou um acréscimo de R$ 22,5 bilhões na previsão de receitas primárias para o Orçamento da União de 2025, totalizando agora R$ 2,930 trilhões. Esse aumento representa um crescimento de 0,8% em relação à proposta inicial do governo, sendo motivado principalmente pelo crescimento da economia brasileira e pela necessidade de adequar as estimativas às medidas legislativas em discussão.
Além disso, a proposta do governo incluiu receitas que dependem do fim da desoneração da folha de pagamentos em 2024, mas com a prorrogação dessa medida, houve uma redução de R$ 18,8 bilhões nas previsões de arrecadação. O relator também revisou as estimativas para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e os Juros sobre Capital Próprio (JCP), resultando em uma redução de R$ 13,4 bilhões devido à percepção de que as arrecadações previstas inicialmente não são viáveis.
Por fim, a nova previsão contempla um aumento de R$ 16,8 bilhões em receitas, decorrente do adiamento da dedução de créditos inadimplentes para 2026. Contudo, houve uma diminuição de R$ 2,3 bilhões em outras receitas, ajustadas em função de medidas ainda em tramitação no Congresso. Essas alterações refletem ajustes necessários para alinhar as previsões fiscais com as discussões legislativas atuais.