Após a aprovação dos requerimentos de urgência para os projetos do pacote fiscal, a Câmara dos Deputados se prepara para definir os relatores das propostas, uma decisão que será oficializada pelo presidente da Casa, Arthur Lira. Embora ainda não haja confirmação oficial, especula-se que nomes ligados a partidos do Centrão sejam indicados para a relatoria. A expectativa é que a escolha ocorra na próxima semana, durante um esforço concentrado para votar as propostas. O pacote fiscal, considerado prioritário para o governo, visa equilibrar as contas públicas e atingir a meta fiscal, mas enfrenta resistências e desafios no Congresso.
O pacote é composto por três iniciativas legislativas: um projeto de lei, um projeto de lei complementar e uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Os dois primeiros projetos já tiveram a urgência aprovada com margens apertadas, o que garante a análise mais rápida e dispensa a votação nas comissões temáticas. Entre as principais mudanças estão a revisão das regras do arcabouço fiscal e a limitação de benefícios tributários. O governo estima que, com a aprovação, será possível alcançar uma economia de R$ 70 bilhões até 2026.
Entretanto, a tramitação do pacote tem sido dificultada pela resistência de deputados, especialmente em relação às novas regras para o pagamento de emendas parlamentares. A execução dessas emendas foi suspensa pelo STF, que exigiu maior transparência e controle nos recursos. Embora o pagamento tenha sido liberado, novas condições mais rigorosas foram impostas, o que gerou descontentamento entre os congressistas. Em resposta, o governo solicitou a liberação imediata de R$ 7,8 bilhões para emendas parlamentares, em um esforço para minimizar a tensão com o Legislativo.