A cúpula da Câmara dos Deputados tem defendido que o Congresso Nacional aprove o orçamento geral da União para 2025 ainda em 2024. Para os defensores dessa decisão, adiar a votação para o ano seguinte seria prejudicial, principalmente para os parlamentares que ficariam sem acesso às emendas. Além disso, haveria o risco de o governo ficar sem orçamento por até três meses, já que as articulações políticas no início do ano legislativo poderiam atrasar a aprovação. A proposta de votação ainda neste ano é vista como uma forma de evitar a paralisia do funcionamento da máquina pública.
Por outro lado, o relator do orçamento, senador Angelo Coronel, argumenta que a análise deve ser realizada apenas em 2025, uma vez que o valor do salário mínimo e outras questões orçamentárias ainda precisam ser ajustados. Nos últimos dias, o principal ponto de desacordo foi a definição do valor do salário mínimo, que estava sendo reconsiderado pelo governo como parte de um pacote de corte de gastos. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias tenha sido aprovada, a tramitação do orçamento foi atrasada por conta dessa indefinição.
A aprovação do orçamento no início de 2021, após a não aprovação em 2020 devido à pandemia, gerou a utilização da regra do duodécimo para custear o funcionamento do governo. A situação se repetiu no governo Dilma Rousseff em 2015. Diante do impasse atual, há um esforço por parte dos articuladores do governo para tentar reverter a decisão e garantir a votação do orçamento ainda neste ano, de modo a evitar uma crise fiscal no início de 2025.