Após a perda de seu companheiro, a cadela Amora, uma pinscher, começou a apresentar sinais de depressão. Para tentar amenizar a solidão da cadela, a família decidiu adotar a gatinha Jade, uma filhote de gato. Inicialmente, as duas se estranharam, mas, com o tempo, desenvolveram uma relação forte. Em um momento surpreendente, Amora passou a amamentar Jade, mesmo nunca tendo tido filhotes, o que chamou a atenção dos tutores.
De acordo com a tutora de Amora, Amanda Duim Ferreira, a relação entre a cadela e a gata evoluiu de uma amizade para uma relação materna. Jade começou a mamar em Amora, o que, a princípio, foi interpretado como um comportamento instintivo. No entanto, logo se percebeu que a cadela estava realmente produzindo leite. A família complementa a alimentação de Jade com ração e outros suplementos para garantir que ela esteja bem alimentada.
A veterinária Aléxia Salgado de Mélo explicou que esse tipo de comportamento não é incomum entre os animais, especialmente em fêmeas em fase de cio, que podem desenvolver uma “gravidez psicológica” e adotar objetos ou até outros animais. Ela ressalta que, embora a amamentação entre espécies diferentes não seja problemático, é importante suplementar a alimentação da mãe adotiva com leite apropriado para filhotes de gato, garantindo a saúde de ambos os animais.