Em 2022, o Brasil registrou 405,6 mil novas empresas empregadoras, alcançando uma taxa de nascimento de 15,3%, a mais alta desde 2017. Esse aumento resultou na contratação de aproximadamente 1,7 milhão de trabalhadores, elevando a taxa de participação no mercado de trabalho de 4,0% para 4,6%. O setor de Comércio foi o que mais se destacou, representando 39,4% das novas aberturas. Em contraste, o fechamento de empresas foi inferior ao observado nos anos anteriores, com 210,7 mil encerramentos em 2020, o que resultou em uma taxa de mortalidade de 9,0%, a menor desde 2015.
A taxa de sobrevivência das empresas fundadas em 2021 também foi positiva, com 79,6% delas superando o primeiro ano de operação. A maioria das novas empresas empregadoras no Brasil (92,7%) possuía entre 1 e 9 funcionários, com as microempresas apresentando a maior taxa de nascimento, de 17,6%. As empresas de alto crescimento, embora representem apenas 2,6% do total, tiveram grande impacto na economia, empregando 8,0 milhões de pessoas e gerando uma receita líquida de R$ 3,4 trilhões, o que equivale a 24,3% da receita líquida das empresas com 10 ou mais funcionários.
Geograficamente, a Região Sudeste foi responsável por 46,8% das empresas empregadoras, consolidando-se como o principal polo de desenvolvimento econômico do país. Essas tendências indicam uma recuperação gradual do mercado de trabalho e uma diversificação do perfil empresarial, com destaque para o crescimento das microempresas e das empresas de alto crescimento, que desempenham papel relevante na geração de empregos e no impacto econômico no Brasil.