O bitcoin apresentou uma leve queda, refletindo a falta de impulso para retomar o rali que o havia levado próximo da marca simbólica de US$ 100 mil. Com isso, a criptomoeda continua enfrentando dificuldades para testar novas máximas. O mercado segue cauteloso, impactado pela instabilidade global, que mantém os índices das bolsas de Nova York praticamente estáveis. No momento, o bitcoin é negociado a US$ 95.221,14, enquanto o ethereum registra uma queda um pouco mais acentuada de 1,03%, a US$ 3.582,92.
O recente recorde do bitcoin, que alcançou US$ 99.830 em 22 de novembro, havia sido impulsionado pela euforia gerada pela eleição de Donald Trump, mas a moeda digital não conseguiu manter o ritmo de alta. Em relação aos fatores externos, analistas apontam que políticas comerciais agressivas, como as sugeridas por Trump, podem afetar o comércio global e levar a um maior interesse por ativos alternativos, como criptomoedas e ouro, especialmente em mercados emergentes como a China e os países do BRICS.
No Brasil, o Itaú Unibanco deu um passo significativo ao liberar a negociação de criptomoedas diretamente pelo aplicativo do banco, permitindo a compra de bitcoin e ethereum com um valor mínimo de R$ 10,00 e uma taxa de 2,5% na transação. A medida reflete o crescente interesse no mercado de criptomoedas, que pode ainda experimentar um crescimento significativo nos próximos anos, com previsões que apontam para um aumento no valor global do setor, que poderia ultrapassar US$ 10 trilhões.