O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que concederia perdão a seu filho Hunter, em um movimento que gerou críticas e apoio. Hunter havia se declarado culpado de acusações de evasão fiscal e posse ilegal de arma, tornando-se o primeiro filho de um presidente em exercício a ser condenado por um crime. O perdão foi dado após Joe Biden afirmar que o sistema judicial foi influenciado politicamente e que o processo judicial contra Hunter foi marcado por erros. Biden ressaltou o desejo de ajudar o filho, que está em recuperação há mais de cinco anos, e argumentou que as tentativas de prejudicá-lo também visavam atacá-lo diretamente.
A decisão de Biden foi comparada à ação do ex-presidente Donald Trump, que também utilizou seus poderes presidenciais para conceder indultos a aliados durante seu mandato. Contudo, Biden foi criticado por usar a prerrogativa presidencial em favor de um membro da sua família, com algumas vozes, como o governador do Colorado, alertando para o perigo de criar um precedente que poderia ser mal utilizado por futuros presidentes. Apesar disso, o impacto político sobre Biden deve ser limitado, já que sua carreira está próxima do fim e a atenção pública provavelmente se voltará para outras questões políticas, como a presidência de Trump.
O perdão de Biden também abriu um debate sobre as implicações políticas para o Partido Democrata, especialmente em relação ao uso de indultos por presidentes. Alguns analistas apontam que a decisão poderia dificultar as críticas democratas a Trump, caso este use novamente o perdão presidencial para proteger seus aliados ou apoiadores envolvidos no ataque ao Capitólio em 2021. A concessão de indultos, que tem sido uma prática controversa na política americana, é agora vista como uma mudança permanente nas regras e na aplicação do poder presidencial, com implicações que podem ultrapassar o mandato de Biden.