A Floresta do Darién, localizada entre a Colômbia e o Panamá, tem se tornado um importante caminho para migrantes que buscam chegar aos Estados Unidos. Em 2024, o número de crianças que atravessaram a região de forma desacompanhada ou separadas de suas famílias aumentou significativamente, com pelo menos 3.800 menores de idade realizando a travessia nos primeiros dez meses do ano, um recorde histórico. Apesar da redução no número total de migrantes, o crescimento das crianças desacompanhadas tem gerado alarmes entre organizações internacionais, como o Unicef.
O Sistema Nacional de Migração do Panamá registrou um total de 61.154 crianças atravessando a floresta em 2024, sem especificar se estavam acompanhadas ou não. A maioria dos migrantes é proveniente da Venezuela, mas também há uma presença significativa de cidadãos colombianos, haitianos, equatorianos e chineses. A travessia é conhecida pela sua imensa periculosidade, com relatos frequentes de violência e condições extremas que afetam a saúde dos migrantes, especialmente das crianças.
Organizações como o Unicef destacam a vulnerabilidade das crianças durante a migração, já que muitos chegam aos postos fronteiriços com ferimentos, doenças e desidratação. Além disso, a falta de acompanhamento aumenta a exposição a abusos, incluindo violência sexual e exploração. A diretora regional do Unicef, Anne-Claire Dufay, expressou preocupação com o aumento desse tipo de migração na América Latina e no Caribe, destacando o impacto negativo na saúde física e mental dos menores.